quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Eu me perdi em mim e nem vi

Nos últimos dias eu passei por uma enorme crise, pois cuidei muito do bem estar dos outros e pouco do meu próprio bem estar já que achei que os outros precisem mais de cuidados do que eu. Realmente eles precisavam de mais cuidados que eu, mas eu deveria ter também resolvido algumas coisas pendentes em mim.
 Achei que fosse TPM, não era. Achei que fosse mais um sonho ruim, mas também não era. Eu havia mudado muito por dentro e não me encontrei quando mais precisei de mim. Não encontrei nenhum trocadilho sarcástico e mal humorado sobre a situação. Eu encontrei um vazio.  Não me vi mais dentro de mim mesma.
 Desde fevereiro venho tendo mudanças em minha personalidade e em minha mente, mas eu não me apercebi e pulei todas as etapas que uma mudança deve ter para que seja saudável. Pulei, literalmente, dois mundos para minha nova personalidade.
 Eu realmente me tornei uma pessoa melhor, é verdade. Mas acabei deixando minha essência cair em algum canto da vida e só percebi que isso havia realmente acontecido quando conversei com uma pessoa querida e ela mencionou algumas fortes características de minha personalidade que eu especialmente amava.
 O estopim que serviu para me colocar dentro de minha consciência e tentar me resolver, foi o fato de eu não achar mais repouso nas palavras. Eu não conseguia mais terminar sequer de ler um livro. Não havia mais motivos para tal coisa. Não havia mais alegria em entrar em um mundo novo para me refugiar do meu.  Essa foi a “gota d’água” para que eu notasse que eu não era mais eu. Estava mudando e não sabia para onde essa mudança poderia me levar.

 Graças a Deus eu consegui me resolver (em partes) e estou muito melhor. Acostumei-me com as mudanças e relevei alguns fatos, afinal, eu ainda estou aqui. Eu ainda sou a Isabela que faz piadas sem nenhuma graça de tudo e de mim mesma, que tem opiniões fortes sobre quase tudo e que adora um humor sarcástico e um copo de coca cola. Achei minha essência e não desejo mais a perder nunca. 

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