quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Amores e cores

 Estava cá com meus botões pensando em minhas paixões e as comparando com cores.  
  Algumas paixões foram brancas, pois não me ofereceram risco nenhum de sair ferida e outras foram vermelhas. Fortes e inquebráveis. Tanto que as carrego com muito carinho até hoje.
  Mas algumas chamaram mais minha atenção. Como a minha primeira real paixão. Ela foi laranja, da mesma cor do pôr do sol. Forte, intensa e ainda sim passou. Mas ela ainda está lá, como o sol sempre está lá e eu ainda volto algumas vezes pra relembrar.
   Tive também outras paixões em tom de bege. Só estavam lá para ocupar um espaço e saírem logo. Mas conseguiram fazer um pequeno estrago em mim. Guardo cada uma para que reveja quando precisar - assim como faço com algumas roupas beges.
   A mais recente foi cinza. Cinza como o céu quando anuncia uma chuva. Inclusive, nesse relacionamento, praticamente não tinha tempo bom. Sempre estava chuvoso ou acinzentado. Demorei, mas tratei de dar um basta nisso e tentar trazer de volta o sol e os dias claros.
   Mas a minha paixão favorita é de cor preta, minha preferida igualmente. Preto é durável. No preto não vemos tanto o desgaste e muito menos certas manchas. Assim como meu relacionamento que é durável, um tanto quanto desgastado, mas não dá para perceber e praticamente limpo.
   Mas a minha paixão sincera é colorida. Toda a escala de cores está nela. É a minha paixão própria. Algumas vezes cinza outras amarelo fluorescente. Algumas vezes ela é rosa e outras laranja. Depende do dia. Depende da hora. Depende do humor e do tempo lá fora.
   Mas o que importa mesmo pra todo mundo, queridos leitores, é que não deixemos as paixões perderem as cores, pois se não tem cor, não tem amor. E é o que mais precisamos ultimamente.
  

   

Nenhum comentário:

Postar um comentário