quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Uma noite...

   Lá está você. Bebendo uma lata de um energético barato tentando manter-se acordado para não ter de dormir e lidar com os pesadelos sobre a traição ou coisa pior.
   Você realmente a amava. Pena que ela não te correspondia. Pena que ela amava outro.
   Eu não vou te falar o clichê de sempre. Não vou entrar nos “Eu te avisei”, pois, sei o que você está sentindo. Por incrível que pareça, foi assim que eu me senti quando você veio “conversar” sobre nós.
   Lembro-me de quando você disse que não estávamos mais dando certo. Eu fui obrigada a aceitar. Não que eu quisesse me separar de você, mas, em nome do bom senso só aceitei o fato e tentei viver.   Mas, uma coisa que ninguém sabe e nem mesmo você é que eu ainda te amo muito.
  De minha janela vejo você sentado no meio-fio do outro lado da rua bebendo aquela lata de cafeína e por certo está me esperando ou pensando no que vai fazer da vida agora.
  Visto minha capa de melhor amiga e vou até você para tentar fazer algo.
  Em silêncio, olho para seus olhos e vejo o que eu realmente não queria ver. Eu encontro lágrimas.
  Ainda em silêncio, por não encontrar palavras que pudesse te dizer, sento-me ao seu lado e pego uma de suas latas da bebida não muito apreciada por mim.
   E a noite terminou assim. Mais uma vez eu sendo só sua amiga, você em uma enorme fossa e ambos sem saber o que fazer.  O único ponto reconfortante disso tudo é saber que mesmo com meus sentimentos sendo totalmente ignorados, eu sempre poderei contar com sua companhia e você com a minha. E sempre vai ser assim. 

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